terça-feira, 26 de abril de 2011

UNIDADE DE BIOLOGIA DA CONSERVAÇÃO - DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA


A Unidade de Biologia da Conservação (UBC) constitui uma unidade de investigação multidisciplinar e pedagógica das Ciências Biológicas com competência no domínio da Biologia da Conservação e da Biodiversidade, designadamente no campo de investigação e das suas aplicações à gestão racional dos recursos naturais.

Os principais objectivos da UBC são:

• Contribuir para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais através da investigação fundamental e aplicada nas áreas da Conservação e Gestão dos Recursos Naturais, Biologia, Ecologia, Biossistemática, Biogeografia, Ecotoxicologia, Genética, Modelação Ecológica, etc.;

• Colaborar em actividades de formação universitária e profissionalizante, designadamente através do apoio aos programas de Licenciatura e de Pós-graduações na área da Biologia, assim como organizar cursos de especialização e seminários de actualização de conhecimentos no domínio da Biologia da Conservação;

• Promover a divulgação científica para o público em geral, organizar seminários e conferências, bem como promover a edição folhetos informativos sobre temas relacionados com as suas áreas de investigação;

A UBC congrega prioritariamente docentes e investigadores do Departamento de Biologia da Universidade de Évora e estudantes, bolseiros e técnicos a desenvolverem trabalho de investigação sob a orientação daqueles.


Actualmente a equipa da UBC integra 20 elementos.

O responsável da UBC, desde o seu início, é o Prof. António Mira. Os responsáveis científicos, por área, são:

Prof. António Mira (Mamíferos)
Prof. Carola Meierrose (Insectos)
Prof. Celeste Silva de Sá (Flora e Vegetação)
Prof. Fernando Capela e Silva (Ecotoxicologia)
Prof. Helena Adão (Macrobentos)
Prof. João E. Rabaça (Aves)
Prof. Paulo Sá Sousa (Répteis e Anfíbios)
Prof. Pedro Raposo de Almeida (Peixes

BIOLOGIA DA CONSERVAÇÃO


A Biologia da Conservação foi cristalizada como uma disciplina devido não somente ao crescimento da percepção de uma crise de extinção, mas também devido a percepção de uma lacuna entre ecólogos e manejadores de recursos (Meine, 1995) e desenvolvida para combater a crise da biodiversidade, com dois objetivos principais: primeiro, entender os efeitos da atividade humana sobre as espécies, comunidades e ecossistemas, e, segundo, desenvolver abordagens práticas para prevenir a extinção de espécies e, se possível, reintegrar as espécies ameaçadas ao seu ecossistema funcional (Primack e Rodrigues, 2001).
Os biólogos da conservação sabem que cada espécie é uma peça-chave da evolução, potencialmente imortal exceto por chance rara ou escolha humana, sendo sua perda um desastre (Wilson, 2000). As comunidades biológicas que levaram milhões de anos para se desenvolver vêm sendo devastadas pelo homem em toda a terra e a lista de transformações de sistemas naturais que estão diretamente relacionadas à atividades humanas é longa (Primack e Rodrigues, 2001), ou seja, a escolha humana prevalece.